O meia Douglas vive uma relação de altos e baixos com a torcida desde sua chegada ao Grêmio. Celebrado pela qualidade técnica, mas cobrado pela pequena participação defensiva e partidas instáveis, o armador volta a viver momento complicado. Depois da atuação abaixo do esperado na derrota para o São Paulo, neste sábado, o meia reclamou da formação gremista e voltou a dizer que só joga com a bola nos pés. A direção do clube promete conversar com o jogador para evitar que todos os problemas do ano anterior venham à tona novamente.
Com a bola nos pés, Douglas é um dos expoentes técnicos do Grêmio e comanda o meio-campo
Em 2010, Douglas esteve ameaçado de dispensa do Grêmio. O jogador bateu de frente com o torcedor e com Silas, então técnico do time. A cada bola perdida, Douglas não corria para recompor o meio-campo e ao falar com a imprensa, dizia que era atleta de jogar com a bola no pé. Neste sábado, as mesmas palavras foram usadas e a 'vítima' da vez foi Renato Gaúcho.
O Grêmio começou o jogo com uma nova movimentação de meio-campo. Em vez do 4-4-2 em losango, formação habitual do time de Porto Alegre desde que Renato assumiu, foram colocadas duas linhas de quatro jogadores, com Douglas na armação e Júnior Viçosa no ataque. A formação não funcionou, irritou o meia, que reclamou e usou os mesmos termos do ano passado.
"Sou um jogador que joga com a bola no pé. Não adianta eu me desgastar correndo para trás e depois não ter condições de criar. Eu fico irritado, mas os jogadores sabem da minha principal característica, como eu sei das deles", explicou após a derrota no Morumbi.
As palavras são praticamente as mesmas. Em 2010, Douglas deixou o campo do Olímpico no duelo com o Fluminense reclamando que Silas o pediu para acompanhar o volante adversário. "O Conca joga na minha função e não marca ninguém, eu tenho que marcar dois volantes. Algo está errado", disparou na época. Depois do jogo, Silas foi demitido.
No entanto, a chegada de Renato Gaúcho criou um "novo Douglas". Ainda em 2010 o jogador melhorou seu rendimento liberado de funções defensivas pelo treinador. Em entrevista coletiva, ele afirmou que as vaias recebidas o fizeram perceber que qualquer atleta que busque o sucesso no futebol gaúcho precisa dar carrinho e mostrar empenho.
Tal ideia foi abandonada em 2011. O jogador mostrou, contra o São Paulo, o mesmo defeito, além de uma situação já citada anteriormente por Renato Gaúcho. A displicência ficou evidente no lance do segundo gol do time paulista. Ao dominar a bola em uma saída para o ataque, Douglas tentou o passe para Rochemback, mas a bola acabou com o São Paulo, que fez o segundo gol.
O Grêmio começou o jogo com uma nova movimentação de meio-campo. Em vez do 4-4-2 em losango, formação habitual do time de Porto Alegre desde que Renato assumiu, foram colocadas duas linhas de quatro jogadores, com Douglas na armação e Júnior Viçosa no ataque. A formação não funcionou, irritou o meia, que reclamou e usou os mesmos termos do ano passado.
"Sou um jogador que joga com a bola no pé. Não adianta eu me desgastar correndo para trás e depois não ter condições de criar. Eu fico irritado, mas os jogadores sabem da minha principal característica, como eu sei das deles", explicou após a derrota no Morumbi.
As palavras são praticamente as mesmas. Em 2010, Douglas deixou o campo do Olímpico no duelo com o Fluminense reclamando que Silas o pediu para acompanhar o volante adversário. "O Conca joga na minha função e não marca ninguém, eu tenho que marcar dois volantes. Algo está errado", disparou na época. Depois do jogo, Silas foi demitido.
No entanto, a chegada de Renato Gaúcho criou um "novo Douglas". Ainda em 2010 o jogador melhorou seu rendimento liberado de funções defensivas pelo treinador. Em entrevista coletiva, ele afirmou que as vaias recebidas o fizeram perceber que qualquer atleta que busque o sucesso no futebol gaúcho precisa dar carrinho e mostrar empenho.
Tal ideia foi abandonada em 2011. O jogador mostrou, contra o São Paulo, o mesmo defeito, além de uma situação já citada anteriormente por Renato Gaúcho. A displicência ficou evidente no lance do segundo gol do time paulista. Ao dominar a bola em uma saída para o ataque, Douglas tentou o passe para Rochemback, mas a bola acabou com o São Paulo, que fez o segundo gol.
"O Douglas vive relação de conflito com o torcedor. Houve falha dele, erramos na saída de bola. Sofremos o contra-ataque, mas é um lance comum. Tivemos outros lances que não geraram gol e também foram assim. Não podemos culpar o jogador, mas vamos conversar com ele. A função do Renato é exatamente corrigir essas falhas", disse o vice de futebol Antônio Vicente Martins.
A falha de Douglas foi semelhante a cometida em sua estreia pela seleção brasileira. Na ocasião, Douglas teve a bola roubada por Messi no fim do amistoso contra a Argentina. O craque driblou o marcador e venceu Victor marcando o único gol do encontro. Desde então, Douglas jamais foi chamado novamente para defender o Brasil.
"Ele abusa da técnica. Ele e o Fábio [Rochemback]. De vez em quando temos que contar com o contra-ataque. Eu digo para os defensores, quando eles tocam na bola temos que ter cuidado porque vai sair alguma coisa, seja deixando o companheiro na cara do gol, ou o contra-ataque. A qualidade é muito grande. As vezes eles ultrapassam o limite exatamente por saber disso. Eu não condeno nem bato palmas, eu deixo porque de uma invenção dessas pode sair o gol", alertou Renato Gaúcho na última semana. "Fui infeliz numa bola, armei um contra-ataque que saiu o gol", admitiu o "Maestro".
Os jogadores do Grêmio se reapresentam na segunda-feira e iniciam preparação para a quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O time tricolor gaúcho enfrenta o Vasco, no domingo, às 16h (horário de Brasília), no Olímpico
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